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Que o sínodo reavalie a dimensão sexual na vida do casal



14 outubro, 2015


Talvez eu esteja errado, mas, ao reler tudo o que o primeiro sínodo sobre a família produziu, fiquei com a sensação de que os debates e os documentos não deram atenção suficiente ao amor.

O amor, na forma tão importante como ele se expressa na vida de um casal, pela sexualidade, ajuda os esposos a crescerem em sua relação íntima, em sua cumplicidade afetiva. Quando um se entrega autenticamente ao outro, torna-se “um” com o outro, uma só carne.

Não é que a assembleia não tenha tratado o tema. Mas centraram-se mais no que não está certo, nos elementos negativos que marcam a vida do casal, como a fragilidade e a falta de maturidade dos sujeitos, o narcisismo, o individualismo, o egoísmo, a instabilidade sentimental.

Em resumo, como se lia nas conclusões do sínodo, “não muitos os que tendem a permanecer nas fases primárias da vida emocional e sexual”.

Isso levava a perguntar-se se, na doutrina moral, não continuava pesando um longo passado de suspeitas, preconceitos e medos no que diz respeito à relação sexual dentro do casamento.

Durante séculos, entre os componentes da hierarquia da Igreja, havia prevalecido um difuso ostracismo com relação à sexualidade, à corporeidade.

Tal ostracismo se devia gradualmente à progressiva reivindicação da superioridade do celibato eclesiástico, bem como a muitos futuros Padres da Igreja, que haviam retomado e apoiado o dualismo platônico alma-corpo, espírito-carne e, depois, ao Concílio de Trento, que apresentou o matrimônio como se fosse um “sacrifício” em relação à virgindade, terminando com o Papa Inocêncio XI, que definiu o prazer do ato conjugal como remedium concupiscentiae.

Algo começou a mudar com o Concílio Vaticano II. Mas nem sequer se chegou a afirmar que o amor conjugal também fosse uma verdadeira finalidade da união íntima dos esposos e, portanto, em bem em si mesmo.

Apesar de muitos pontos por definir e uma grande ignorância com relação ao verdadeiro ensinamento da Igreja, o magistério pontifício não ficou quieto. João Paulo II, durante 4 anos, dedicou suas catequeses semanais ao amor humano, reformulando as coordenadas antropológicas e teológicas da sexualidade cristã, chegando a defender que o prazer sexual pode ser considerado fruto da entrega mútua no encontro entre homem e mulher.

Bento XVI, na encíclica “Deus caritas est”, uniu paixão e dom, eros e ágape, curando a fratura que havia sido criada no cristianismo entre estas duas dimensões do amor.

No entanto, este extraordinário desenvolvimento magisterial se esforça para entrar na teologia moral, na práxis eclesial, nos próprios cursos de noivos.

Mas o sínodo falou pouco e de maneira abstrata sobre a sexualidade, sem ancorar o discurso moral no plano de salvação de Deus Pai – como sempre recorda o Papa Francisco – de misericórdia, compreensão da situação concreta em que os casais vivem, e de acompanhamento para ajudá-los a sair das inevitáveis dificuldades da vida matrimonial.

É de se esperar que esta 2ª assembleia sinodal sobre a família saiba valentemente proclamar a verdade do amor humano, eliminando tabus que durante muito tempo fizeram acreditar que existe uma antítese entre espírito e eros.

É preciso superar preconceitos e temores que ainda existem com relação à sexualidade, até porque o próprio termo passou a ter um sentido ambíguo, reprovável, pecaminoso, ou porque, no âmbito eclesial, há quem tema uma separação da parentalidade.

É de se esperar que o sínodo saiba devolver à dimensão sexual do corpo seu significado e dignidade – como, de fato, se fazia na Sagrada Escritura, que a considerava uma bênção, um aspecto fundamental da natureza humana.

“O Criador deu ao homem como tarefa o corpo”, dizia João Paulo II. E este corpo foi feito para a entrega, para consentir com a comunhão das pessoas e, enquanto tal, “é capaz de tornar visível o invisível: o espiritual e o divino”.

Fonte: Aleteia

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