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O que as mulheres contemporâneas podem aprender com as mulheres da Bíblia?



6 março, 2015


“A História da Salvação não foi escrita sem a cooperação da mulher”, é o que diz o autor Antônio Carlos Santini em seu livro “Orações da Bíblia”. Essa afirmação traz em si uma verdade irrevogável, já que a mulher contribuiu com a História da Salvação, com o desenvolvimento da humanidade. Com o passar dos séculos, seu papel sofreu transformações exigidas pelas situações vividas em cada época.

Atualmente, o valor da mulher e a sua essência tem sofrido muitas influências e perseguições, pois aquela que assume seu chamado de filha de Deus, esposa e mãe acaba sendo considerada ultrapassada, fracassada, dominada e oprimida.

Diante dessa realidade que muitos desejam impor e que está distante do projeto do Senhor, é preciso retornar as origens, voltar à Palavra e aprender com as personagens femininas do Antigo e Novo Testamento, para então termos forças para enfrentar os obstáculos que se apresentam a nós hoje. É possível? Sem dúvida alguma!

As Escrituras são imutáveis, mas o Espírito Santo é sempre novo e nos ajuda a entender a história para contextualizar a vivência. Muitas são as mulheres de Deus, mas aqui abordarei somente sete, pois são na minha humilde opinião, as que mais trazem em si as características femininas que precisamos resgatar na contemporaneidade.

Comecemos com Débora que além de ser casada, exercia duas atribuições de liderança que por excelência eram desempenhadas por homens: profetisa e juíza (Juízes 4, 4). O Rei de Canaã, Jabin, oprimia os israelitas e seu General Sisara, foi o responsável por executar essa função durante vinte anos.

Débora então exorta Barac e o acompanha até Cedes, onde lhe revela a vontade do Soberano. Depois que o exército inimigo é derrotado e o General Sisara é morto pelas mãos de outra mulher (Jael), Débora e Barac entoam um belo canto que exalta a vitória, sem deixar de louvar a Deus e fala em nome de todo o povo que durante décadas, havia sido humilhado e agora estava liberto (Juízes 4, 6 – 5,31).

Ela representa todas as mulheres que trabalham fora de casa e que realizam suas profissões com força e determinação, sem medo de fazê-lo com maestria, mostrando toda sua capacidade. É a força feminina que se manifesta de maneira corajosa e voraz.

Depois temos Rute que após ficar viúva, escolhe permanecer ao lado de sua sogra, que também era viúva. Juntas, se mudam para Belém onde conhece Booz, com que se casa posteriormente (todo o livro de Rute narra essa história). Essa atitude altruísta a insere no Plano da Salvação, pois se torna mãe do avô de Davi e entra então na genealogia de Jesus (Mateus 1, 5).

Rute é como tantas mulheres que vivem em favor do outro, em uma doação contínua por quem se encontra sozinho, doente, idoso… Dá um belo exemplo de convivência familiar, já que opta em continuar com sua sogra, do que retornar para sua terra e estar com seus parentes, pois hoje muitas são as noras que vivem em “pé de guerra” com as mães de seus esposos. Que seu testemunho de vida ajude quem vive tal situação, a perceber que abnegar-se traz mais conquistas do que alimentar rixas pessoais.

Também há a Ana: mulher casada, amada e mimada, mas estéril. Passa a ser humilhada constantemente pela segunda esposa de seu marido, que foi capaz de lhe dar um filho. Ser estéril e não ser ninguém era a mesma coisa naquele tempo, mas ela não deixava de ser apreciada por Elcana, mas bem mais que isso, não deixava de amar a Deus e de buscar Seu auxílio.

Com o coração doído e o rosto em lágrimas Ana vai ao templo, se prostra e pede a Ele um filho, que promete entregar-Lhe como presente. O Senhor ouve sua prece e lhe concede a graça de gerar e então nasce Samuel (1Samuel 1 – 1Samuel 2, 12).

Quantas Anas enfrentaram e enfrentam hoje a dor da infertilidade. Sabem que nasceram para conceber, desejam isso profundamente, mas não conseguem. Ana mostra qual é a solução: não desanimar e despojar-se inteiramente aos pés do Pai, para fazer o que é do Seu agrado.

Porém, ela tinha consciência do que significava ser mãe, ter filhos para Deus. Por isso, cumpriu sua promessa e entregou Samuel ao templo de Siló, sob os cuidados do sacerdote Eli. Já pensou em quantos maridos santos o mundo teria se suas mães as consagrassem a Deus ainda em seus ventres e os educassem na fé desde cedo? E quantos sacerdotes? Celibatários? Enquanto muitas progenitoras não aceitam que seus rebentos são chamados a viver inteiramente para o Senhor, Ana ora e faz de sua oração um canto de exaltação.

Já Sara era uma mulher atormentada por um demônio que matara os sete homens com quem se casou, antes que o casamento fosse consumado. Entristecida por essa perseguição, bradou a Deus por sua libertação, ao mesmo tempo em que seu futuro marido, Tobias, também ergue aos céus a sua voz.

O Senhor ouve e acolhe a oração de ambos: cura a visão de Tobias e liberta Sara através da intervenção e orientação do Anjo Rafael. Após isso, rezam por três noites para só depois, viverem suas núpcias (Tobias 3, 7 – 8, 21). Asmodeu é o nome do demônio que a importunava e significa “aquele que faz perecer”, ele é o inimigo da união conjugal.

Sabemos que a família foi pensada pelo Criador para ser “ninho de amor”, lugar onde Ele habita e realiza Seus desígnios. Por isso, o inimigo tem verdadeiro ódio das famílias, já que sabe que a família unida, estruturada e orante testemunha Cristo e isso é algo inaceitável para quem pretende destituir Jesus de Sua grandeza.

Tobias e Sara refletem todos os casais que desejam viver os preceitos do Pai e que enfrentam inúmeras barreiras para conquistá-los, no entanto, provam que as dificuldades não devem sobrepor a fé e que por meio da oração, tudo pode ser mudado.

Eles sofrem as demoras de Deus e tem suas orações atendidas, mas nem por isso deixam de rezar juntos e fazem de seu leito, um altar e é exatamente isso que todos os casais precisam fazer: sua relação conjugal além de ser um ato de doação livre e total de amor, também necessita ser uma ação de oblação ao Senhor, e a oração deve permear sempre a vida dos dois, atestando ao mundo que a santificação do casamento é possível.

Vemos em Judite uma viúva cheia de posses, muito bela, de boa reputação e temente a Deus. Sabendo do perigo que sua cidade sofria, resolveu posicionar-se e ela que se trajava como uma viúva, fez ressaltar sua beleza, vai até o inimigo e o faz perecer por suas mãos, com isso, os judeus obtiveram a vitória (Judite 8 – 16, 20).

Ela nos ensina a viver nosso chamado, pois como viúva vivia os preceitos da época, mas também mostra que é preciso tomar posse da nossa feminilidade, sem deixar de ser uma mulher de oração.

É escolhida para ser Rainha a órfã Ester, não só por causa de sua aparência física, mas também por sua simplicidade e singeleza. Diante das ameaças perante seu povo e Mardoqueu, lá estava Ester a rogar (Ester 2 – 9, 32).

Sem dúvida, ela é modelo para nós de intercessora incansável, aquela que tudo confia a Deus e espera N’Ele. Suas súplicas nos confirmam que vale a pena dobrarmos nosso joelho e utilizarmos de nossos lábios para o louvor, pois o nosso Senhor não é surdo diante dos nossos pedidos.

Por último, ressaltamos a Mulher que é bendita entre as mulheres, Maria. Uma jovem escolhida para ser a Mãe do Verbo Divino, mas que ao invés de desejar ser servida, se põe a serviço, não se vangloria por ter sido eleita para gerar o Salvador, mas reconhece sua pequenez e simplesmente obedece, permitindo que prevaleça a vontade de Dele e não a sua.

Nela encontramos a coragem de Débora, a abnegação de Rute, a vivência de quem gera um filho inteiramente para o Senhor como Ana, o chamado a santificar o lar como fez Sara, a feminilidade de Judite e a intercessão de Ester.

Com Maria aprendemos que a fidelidade e a obediência são os atos de fé que perpassam toda a vida de quem crê. Seu amor ao próximo que se concretiza em colocar-se disponível para quem precisa, revela que a bondade e a doação são atitudes mais que femininas, são inteiramente humanas, concedidas a nós por Aquele que é completamente Divino. Sua vida de oração, seu conhecimento da Palavra e o cumprimento dos princípios de sua religião mostram que a lealdade a Deus passa pela vivência irrestrita da confiança do Seu chamado.

Seu silêncio não significa submissão, mas exprime a sabedoria de quem sabe quando falar e quando calar, além disso, ela enfrenta a dor, o sofrimento e as perdas sem gemidos e lamentos, mas com a galhardia de quem tudo aceita e entrega como sacrifício ao Pai pelo bem da salvação.

Todas as seis mulheres cantaram, com Maria não poderia ser diferente (Lucas 1, 46-55), mas suas orações só se tornaram canções porque primeiro fizeram de suas próprias vidas verdadeiros hinos de louvores. Maria entoa seu “Magnificat” não somente por sentir o poder de Deus agir em seu ventre, mas por saber reconhecer o Seu amor e a Sua misericórdia.

Ao fim dessa reflexão, te convido a olhar para a sua história, observar como você tem vivido a sua vocação e espelhar-se nesses tão belos exemplos de doação, dedicação, força, ternura e fé para conseguir exercer em seu dia-a-dia o chamado que Senhor lhe fez: ser filha de Deus, esposa e mãe.

Aline Castro
Postulante Sagrada Família

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